Imagine um placar de publicidade que, a par da sua função original, também limpa o ar. Já existe! São placas em vinil revestido a dióxido de titânio, que a marca acaba de introduzir nos EUA, para o lançamento do novo Mirai, alimentado por uma célula de hidrogênio. Esses Outdoors, além da tradicional função de publicidade, aspiram os óxidos de nitrogênio (NOx) emitido pelos automóveis, tornando assim a atmosfera mais limpa.
No lançamento dessa nova campanha publicitária, que teve lugar durante o primeiro Environmental Media Association Impact Summit, em Beverly Hills, Los Angeles, a Toyota chegou mesmo a embrulhar uma unidade... [Leia mais]
Imagine um placar de publicidade que, a par da sua função original, também limpa o ar. Já existe! São placas em vinil revestido a dióxido de titânio, que a marca acaba de introduzir nos EUA, para o lançamento do novo Mirai, alimentado por uma célula de hidrogênio. Esses Outdoors, além da tradicional função de publicidade, aspiram os óxidos de nitrogênio (NOx) emitido pelos automóveis, tornando assim a atmosfera mais limpa.
No lançamento dessa nova campanha publicitária, que teve lugar durante o primeiro Environmental Media Association Impact Summit, em Beverly Hills, Los Angeles, a Toyota chegou mesmo a embrulhar uma unidade Mirai em vinil revestido a dióxido de titânio (TiO2). Contudo, revestir superfícies expostas aos elementos com dióxido de titânio, como forma de capturar os gases NOx, não é algo propriamente novo. Já em 2008, o Lawrence Berkeley National Laboratory emitia um relatório, denominado “Avaliação do Dióxido de Titânio como um Fotocatalisador para Remover Poluentes do Ar", para entrega à Comissão de Energia da Califórnia, no qual podia ler-se que “a utilização disseminada de nanopartículas de dióxido de titânio nos materiais de construção, assim como nas estradas, paredes isolantes e outros, é algo que os autores desta tecnologia propõem, ainda que a eficácia desta abordagem seja incerta”.
Há poucos anos, a plataforma para profissionais da construção ThomasNet recordava que o dióxido de titânio já era utilizado em produtos como as pastas de dentes e tinta branca. Isto explicava que “o NOx, sendo um componente primário do fumo, é também um dos contaminantes tornado inofensivo pelo TiO2”.
“A reacção despoletada com a conjugação do dióxido de titânio, a luz ultravioleta e o vapor de água, acaba por transformar o NOx que se encontra no ar num nitrato que, muito provavelmente, não será totalmente neutral, mas certamente será melhor para a qualidade do ar”, esclarecia a mesma plataforma.
Agora, fica a questão: para quando será a instalação destes painéis de publicidade em outros países, senhoras e senhores da Toyota? E, já agora, que venham juntamente com o carro, que produz a energia eléctrica com que carrega a bateria a partir das células de combustível (fuel cells) a hidrogênio que transporta a bordo. Nós, aqui do Brasil, estamos interessadíssimos!